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  • Esdras Santos

Light Steel Framing


Trata-se de um método construtivo que utiliza componentes industrializados, o uso de perfis leves de aço galvanizado dão origem ao emprego do termo “light steel”. O “framing” faz referência à malha estrutural autoportante que caracteriza a técnica. Tem origem nas antigas construções artesanais de madeira do século XIX, posteriormente com o desenvolvimento da indústria do aço foi possível a criação e a utilização de perfis mais versáteis, mais leves e resistentes que a madeira. Data de 1933 a primeira construção em LSF (Light Steel Framing), desde então a técnica foi constantemente aperfeiçoada com o desenvolvimento de novos materiais e a aplicação de novas tecnologias de fabricação.

No Brasil, o LSF ainda é confundido com o sistema Dry-Wall por conta da semelhança de alguns componentes, porém este é utilizado apenas para vedações internas sem função estrutural nem tão pouco apresenta soluções para uma série de solicitações construtivas da edificação. O LSF possui função estrutural e apresenta soluções construtivas para todos os subsistemas presentes em uma obra, contempla os pisos, as paredes e as coberturas, que reunidos em um conjunto rígido realizam uma edificação extremamente sólida e confiável.

Os pisos são formados por uma sequência de vigas treliçadas encabeçadas por placas de vedação para a posterior instalação do acabamento. As paredes são compostas por painéis metálicos fixados entre si, cada painel metálico é formado por uma série de perfis verticais unidos pelo topo e pela base por perfis de arremate que fornecem rigidez ao conjunto. Os perfis da base servem como apoio para a fixação da estrutura à fundação. Os perfis do topo servem como espera para a instalação dos pisos superiores ou do sistema de coberta. As cobertas podem ser dos mais variados formatos, podem utilizar uma gama extensa de materiais, desde o mais simples telhado até sofisticados sistemas de cobertura vegetal.

https://www.youtube.com/watch?v=ycTajJov1jI&t=5s

As etapas de construção em LSF são muito semelhantes ao do sistema tradicional em alvenaria, seguem a ordem lógica de fundações, estrutura, paredes e acabamentos. Primeiro executam-se as fundações elaboradas sobre estudos de sondagem do terreno, sobre essa base inicial dá-se início à montagem dos painéis estruturados de parede, piso e coberturas. Após a montagem desses painéis inicia-se o processo de fechamento da edificação com a aplicação de placas de vedação internas e externas, durante essa etapa são executadas todas as instalações prediais da obra, redes elétricas, hidráulicas, dados etc. A aplicação dessas placas de vedação servem também como reforço estrutural dando rigidez extra ao conjunto. A questão dos acabamentos é outro aspecto interessante da técnica, por advir de um sistema industrializado predomina um uso racional sobre todos os insumos, tudo é planejado para um menor tempo de obra e com um uso o mais eficiente possível dos recursos humanos e naturais, a consequência direta disso resulta na quantidade mínima de lixo gerado e no curto tempo para a conclusão dos serviços.

As principais vantagens do LSF são derivadas da sua origem industrializada: contém peças com certificação de qualidade; a utilização do aço como base estrutural favorece uma estrutura mais leve, confiável e muito durável; grande facilidade de montagem, manuseio e transporte das peças devido ao seu pequeno peso; possibilita um canteiro de obras com baixo consumo de água e pouca geração de lixo ou entulho; a utilização de placas de vedação que facilitam bastante as instalações prediais; grande rapidez de construção uma vez que o canteiro de obras transforma-se praticamente em um local de montagem de peças; os materiais utilizados possuem grande desempenho térmico e acústico e por fim uma maior possibilidade de prevenção de patologias por se tratar de uma construção seca, prolongando a vida útil da edificação.


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